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Agilidade não ganha tempo. Parece que a tecnologia, torna a vida mais ágil, mas na mesma velocidade, encurta o tempo de viver a vida. Quantos já perceberam que na mediada em que andamos mais rápido, o tempo voa mais depressa.

Não faz muito tempo que havia mais terrenos baldios. E menos canais de televisão. Leite vinha num saco. Ou então o leiteiro entregava em casa, em garrafas de vidro.

Cozinhava-se com banha de porco. Toda dona-de-casa tinha uma lata de banha na prateleira de tábua maciça.
O barbeador era de metal, e a lâmina era trocada de vez em quando. Mas só a lâmina.
As casas tinham quintais. Os quintais tinham sempre uma laranjeira, ou uma pereira, ou um pessegueiro. A fruta era comida no pé.
Quase todos tinham fogão à lenha. Compotas caseiras abarrotavam a despensa, havia chimia de abóbora, de uva, e pão de casa.
O café passava pelo coador de pano. As ruas cheiravam a café.
As lojas de discos vendiam long plays e fitas K7.
Ser chique mesmo era ter um três-em-um: toca-disco, toca-fita e rádio.
Os telefones tinham disco. Discava-se para alguém. Depois, punha-se o aparelho no gancho. Telefone tinha gancho. E fio.
Se o filho estivesse no quarto e o pai ou a mãe no escritório, se dava um berro pra chamar o guri, em vez de mandar um e-mail ou um recado pelo MSN.

Tudo era mais demorado, mais difícil, mais trabalhoso. Não é saudosismo, é apenas uma comparação com os tempos modernos, onde a velocidade das coisas é para se ganhar mais tempo.

Então, por que hoje “engolimos” o almoço?
Então, por que estamos sempre atrasados?
Então, por que ninguém mais bota cadeiras na calçada, na sacada, nas praças?

Alguém pode explicar onde foi parar o tempo que ganhamos?
O tempo não para, a vida corre e a convivência diminui. Dê um tempo no tempo e ACORDE PARA A VIDA!