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Há um tempo certo para todas as coisas. Tempo de afiar e tempo de desafiar, mas é na hora do desafio que se destacam quem está mais preparado. Tem mais facilidade quem dedicou mais tempo no preparo, afiando suas ferramentaras, instigando sua inteligência e capacitando mais.
Um pequeno lenhador, após um grande trabalho em uma área de desmatamento, se viu desempregado. Após tanto tempo cortando árvores, entrou no corte! Saiu, então, à procura de nova oportunidade de trabalho. Seu tipo físico, porém, muito franzino, fugia completamente do biótipo de um lenhador. Além disso, o machado que carregava era desproporcional ao seu tamanho. Aqueles que o conheciam, entretanto, julgavam-no um ótimo profissional.
Em suas andanças, chegou a uma área reflorestada que estava começando a ser desmatada. Apresentou-se ao capataz da madeireira como um lenhador experiente. E ele o era! O capataz, após um breve olhar ao tipo miúdo, com aquele semblante de selecionador implacável, foi dizendo que precisava de pessoas capazes de derrubar grandes árvores, e não de “catadores de gravetos”. Necessitando do emprego, insistiu. Pediu que lhe fosse dada uma oportunidade para demonstrar sua capacidade. Afinal, ele era um profissional experiente! Com relutância, o capataz resolveu leva-lo à área de desmatamento. O fez pensando que o lenhador seria ridicularizado.
Sob os olhares dos demais lenhadores, se postou frente a uma árvore de grande porte e, com o grito de “madeira”, deu uma machadada tão violenta que a árvore caiu logo no primeiro golpe. Todos ficaram atônitos! Como era possível tão grande habilidade e que força descomunal era essa, que conseguira derrubar aquela grande árvore numa só machadada? Logicamente, foi admitido na madeireira. Seu trabalho era elogiado por todos, principalmente pelo patrão, que via no novo lenhador uma fonte adicional de receita.
O tempo foi passando e, gradativamente, foi reduzindo a quantidade de árvores que derrubava. O fato era incompreensível, uma vez que se esforçava cada vez mais. Um dia, se nivelou aos demais e depois, encontrava-se entre os lenhadores que menos produziam…
O capataz pediu, então, que o lenhador lhe mostrasse o seu machado. Quando o recebeu, notando que ele estava cheio de “dentes” e sem o “fio de corte”, perguntou: “Por que você não afiou o machado?”. Surpreso, respondeu que estava trabalhando muito e por isso não tinha tido tempo de afiar a sua ferramenta de trabalho. O capataz ordenou que ficasse no acampamento e amolasse seu machado. Só depois disso ele poderia voltar ao trabalho.Quando retornou à floresta, percebeu que tinha voltado à forma antiga: conseguia derrubar as árvores com uma só machadada.
Na hora do desafio todos nós preocupados em executar nosso trabalho ou, pior ainda, julgando que já sabemos tudo o que é preciso, deixamos de “amolar o nosso machado”, ou seja, deixamos de atualizar nossos conhecimentos. Sem saber por que, vamos perdendo posições em nossas empresas ou nos deixando superar pelos outros. Em outras palavras, perdemos a nossa potencialidade.
Muitos avaliam a experiência que possuem pelos anos em que se dedicam àquilo que fazem. Se isso fosse verdade, aquele funcionário que aprendeu, em 15 minutos, a carimbar os documentos que lhe chegam às mãos, depois de 10 anos na mesma atividade poderia dizer que tem 10 anos de experiência. Na realidade, tem 15 minutos de experiência repetida durante muitos anos.
A experiência não é a repetição monótona do mesmo trabalho, e sim a busca incessante de novas soluções, tendo coragem de correr riscos que possam surgir. É “perder tempo” para afiar o nosso machado. Dedique tempo em afiar o machado em se aperfeiçoar e ACORDE PARA A VIDA!